Manto Hidrolipídico

janeiro 9

Manto hidrolipídico

O bem-estar da pele é vital para a eliminação de resíduos e toxinas através da transpiração.

O manto hidrolipídico natural é um fino filme que cobre toda a superfície da pele.

Para entender como se forma o manto hidrolipídico, devemos voltar um pouco com a explicação, começando pelas células.

 

Células da Epiderme

 

As células típicas da epiderme são os:  Queratinócitos (responsáveis pela produção de queratina), os melanócitos (responsáveis pela cor da pele) e Células de Langerhans (Responsáveis pela defesa imunológica).

Os queratinócitos são células encontradas em abundância na epiderme, essas células estão em constante renovação, elas são geradas na camada basal da epiderme e migram para a superfície da pele fazendo o seu ciclo de renovação em média a cada 28 dias, este prazo do ciclo de renovação dos queratinócitos também dependem da idade. Quanto mais velha for a pele, maior será o tempo para o ciclo de renovação.

Os queratinócitos produzem lipídeos e proteínas, das quais amais importante é a queratina.

Assim que a superfície da pele fica repleta de queratina, o queratinócito perde o núcleo e “morre” tornando-se um corneócito.

Bem, sabendo que os queratinócitos sofreram uma transformação, vamos falar agora sobre os corneócitos.

Sintetizando tudo isso para que fique uma maneira mais fácil de entender:

Juntando esses corneócitos + os lipídeos produzidos na epiderme + o sebo produzido pelas glândulas sebáceas + a água com os sais minerais provenientes da sudorese, forma-se um filme sobre a pele, este filme chama-se barreira cutânea que serve como proteção à nossa pele, levando o nome de manto hidrolipídico.

É um fluido complexo, um produto do próprio metabolismo da pele.

 

Características

 

O manto hidrolipídico também contém uma substância de ácido graxo muito importante chamada 7 de hidrocolesterol. Os raios do sol exercem uma ação direta sobre o 7 de hidrocolesterol, produzindo vitamina D. Essa Vitamina D é absorvida pela corrente sanguínea e utilizada no organismo para garantir o desenvolvimento e a manutenção satisfatória do tecido ósseo e a utilização adequada de cálcio e fósforo.

O manto hidrolipídico é criado através de duas fases que ocorrem naturalmente. Eles são a fase lipossolúvel e a fase hidrossolúvel.

 

Fase lipossolúvel:

 

A fase oleosa ou lipossolúvel é da secreção sebácea que se origina na glândula sebácea intimamente ligada aos folículos pilosos e nos lipídios epidérmicos das camadas do estrato córneo.

Espalhadas por toda a superfície da pele, exceto as superfícies palmar e plantar, as glândulas sebáceas predominam no nível da face na zona T e nas costas. A fase oleosa é uma mistura de secreções gordurosas associadas aos lipídios de origem epidérmica e é levemente ácida.

Também existem variações quantitativas do manto hidrolipídico em função da idade, sexo, condições externas e estado individual de saúde.Hormônios masculinos – andrógenos (em mulheres produzidas nas glândulas supra-renais) estimulam a secreção de elementos gordurosos seborreicos.

Os lipídios epidérmicos dependem parcialmente dos lipídios ingeridos na dieta, juntamente com o processo de diferenciação dos queratinócitos. Aqui, novamente, a causa é hormonal. o sistema endócrino produz suas secreções hormonais e, como consequência, ocorre uma diminuição gradual do sebo. A idade também altera a qualidade do sebo, reduzindo a quantidade de ácidos graxos livres. Isso modifica o manto, alterando o equilíbrio do pH da pele.

 

Fase Hidrossolúvel:

 

O manto hidrolipídico diminui de forma gradual e progressiva com a idade, e os níveis de hidratação interna do corpo diminuem refletindo externamente na pele.

A fase aquosa ou hidrossolúvel é composta pelo NMF (fator de hidratação natural), essencial para manter a hidratação da camada córnea epidérmica e a transpiração das glândulas sudoríparas que cobrem toda a superfície da pele.

As altas temperaturas da pele causadas por elementos externos, como:  vento, sol, ar condicionado e ambientes aquecidos, aumentam a evaporação da camada córnea e ocorre excesso de transpiração epidérmica.

 Os níveis de hidratação interna do corpo poderão ficar desnivelados, resultando em desidratação e desaceleração da fase hidrossolúvel, se o equilíbrio natural da hidratação for prejudicado.

 

Equilíbrio ácido / alcalino da pele:

Caixa de Texto: Neutro

 

• O equilíbrio ácido / alcalino do manto hidrolipídico da pele reflete a condição geral da pele e, finalmente, a condição da taxa metabólica do corpo.

• A pele é a principal defesa contra bactérias

O filme aquoso na superfície da pele é chamado de manto hidrolipídico, filme hidrolípico ou barreira cutânea. É a defesa primária da pele contra bactérias e é composta por óleo sebáceo, suor e secreções epidérmicas. O manto é levemente ácido e tem muitas funções essenciais, atua como um antisséptico, ajudando a impedir o crescimento de bactérias que não conseguem sobreviver em um ambiente ácido e ajuda a impedir a absorção de matéria tóxica pela pele. Além de ajudar a proteger a ação de produtos químicos ácidos e alcalinos, o manto atua como lubrificante primário da pele,controlando a hidratação do estrato córneo.

A acidez ou alcalinidade da superfície da pele está diretamente relacionada ao balanço químico do manto hidrolipídico e é medida pelo nível de pH (potencial hidrogênio) presente.

A escala normalmente usada para medições de pH varia entre 1e 14.

Uma substância que não é ácida ou alcalina é considerada como tendo um pH neutro. Um exemplo dessa substância é a água pura, medindo um pH de 7 na escala. Quanto mais ácido a pele, menor a leitura do pH. Consequentemente,quanto mais alcalina a pele, maior a leitura do pH. Extremos do pH da pele variam entre 4,4 (sensível) a 7 (oleoso). Uma pele normal geralmente tem um pH de 5,4 – 6,2.

 

Escala de ph

 

O pH d pele não é igual em todas as partes. Observado na superfície da pele do rosto, foram medidos quatro locais diferentes para o teste, o ph geralmente varia de 4,8 – 6,8, no entanto o líquido intersticial e o plasma sanguíneo exibem um pH quase neutro em torno de 7,0. Essa leitura mais baixa da pele pode ser atribuída aos ácidos na superfície. Lavar a pele aumentará a leitura do pH deixando o local da pele mais alcalino.  Isto é devido à diluição dos ácidos protetores; ou, em alguns casos, removidos.

Em casos de peles acneicas, é preciso tomar bastante cuidado quando dizem que se deve lavar o rosto cerca de 4 vezes ao dia, isso fará com que o ácido natural da pele seja eliminado, além da oleosidade abrindo portas para bactérias.

O ideal é permanecer com a lavagem em água fria e sabonete apropriado por duas vezes ao dia. Manhã e noite.

 

Manto hidrolipídico danificado

 

A pele fica seca, ocorre um desequilíbrio da microbiota, ou seja, um desequilíbrio das bactérias da pele facilitando a entrada de bactérias prejudiciais, proliferação excessiva de fungos, penetração de alérgenos e renovação celular anormal.

 

Manto hidrolipídico saudável

 

A pele com a barreira cutânea sadia retém a umidade, a microbiota encontra-se normal, a penetração de alérgenos será evitada e a renovação celular ocorre normalmente também.

O PH da pele é um pouco ácido em média 5,5, essa acidez protege contra a entrada de microorganismos.

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